terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sete bilhões de pessoas e muitas contradições

E o mundo chegou a marca de 7.000.000.000 de pessoas. Enquanto muitos comemoram a perpetuação da raça, outros criticam a multiplicação dos homens. Realmente, o índice é repleto de contradições.

Como explicar o veloz crescimento da humanidade nos últimos séculos com o fato de que, em muitas sociedades, se tem cada vez menos filhos? As baixas taxas de natalidade são características do mundo moderno, porém não acompanham a acentuada curva demográfica. Por que?

A justificativa é simples – e ao mesmo tempo extremamente complexa: o mundo moderno e (pseudo) desenvolvido, apesar de parecer ser o único a existir, divide o universo com inúmeros e populosos povos aonde o termo ‘planejamento familiar’ nunca chegou.

E onde falta informação – e formação – falta muita coisa a mais. Isso me faz lembrar de outra grande, e ao meu ver a mais importante, contradição que os sete bilhões de habitantes trazem nas costas.

Enquanto um bilhão e meio de pessoas são obesas, quase um bilhão de outras pessoas – tão seres humanos como aquelas – passam fome. Como pode, fazermos quatro refeições por dia enquanto incontáveis morrem e adoecem sem nada comer? Às vezes me sinto culpada. Você não?

“Mas nós nos sensibilizamos com eles!”, dirão. ... E desde quando, sensibilização enche prato? O que mata a fome é ação, partilha, comunhão, justiça, igualdade de direitos e de oportunidades.

Se desde 1987, a população já consome mais recursos do que o planeta é capaz de renovar em um ano e a cada ano, o débito dessa conta só aumenta, qual seria a solução?

Se construir ou viver em outro planeta não está entre as soluções possíveis, pelo menos por enquanto, é preciso, com urgência, racionar e redistribuir, de maneira responsável, as riquezas e recursos da Terra.

Há quem diga que o sete é um número da sorte e da perfeição, mas há quem também afirme ser um número tenebroso. Vamos ver daqui a um tempo no que ele vai se transformar.

2 comentários:

  1. Vamos ver daqui a pouco é uma cena de Water world o segredo das águas. Vamos ter que construir casa flutuantes para sobreviver. Sinceramente acho que deveria fazer o controle de natalidade. Afinal, 7 bilhões é muita gente para pouco espaço.

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  2. O problema é tão complexo, que se você faz controle de natalidade, como na Europa, depois falta população economicamente ativa...nosso mundo é muito complicado...acho que além da quantidade, a questão da distribuição dos recursos é fundamental

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