segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Alguém conseguiria ler 12 mil livros por dia?

Ontem fiquei surpresa - como há muito tempo não ficava - com a revelação: se alguém resolver ver todo o conteúdo publicado na internet levaria seis anos, ou ainda, seria como ler 12 mil livros por dia. Como assim? Seis anos para ver o conteúdo produzido em um único dia?

Ou seja, se resolvermos acompanhar a grande teia mundial por um mês que seja, mesmo se batêssemos todos os recordes de longevidade, perderíamos nossa vida toda na frente de um computador. Muito louco isso, não? Por que, ou para que, se produz tanta informação quando se sabe que a maior parte disso não será absorvido?


E mais ainda. Como avaliar a qualidade do que é publicado? Ainda mais levando-se em conta que qualidade é algo bem subjetivo em muitos aspectos. Grande volume de informação, assuntos os mais diversos e inúmeros possíveis, boa parte do nosso tempo em frente ao computador, emissores e receptores sob novas perspectivas...

Esta é a "Era da Informação", tão falada e tão comemorada. Onde tudo está ao alcance de todos (pelo menos teoricamente). Onde qualquer um pode ser produtor e receptor. Inclusive eu, que aumento mais um pouco o volume de dados na rede. Obrigada pelo tempo dedicado. Ele é precioso!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um país rico é um país com igualdades

"Um país rico é um país sem pobreza". Esse é o slogan do Governo Federal veiculado nas rádios e na TV. Até agora não entendi o porque da propaganda. O Brasil não é um país rico. Ou melhor, até pode ser rico, mas ainda é um país repleto de pobreza e acima de tudo de injustiças.

Essa é a única constatação possível após a divulgação dos dados do Censo 2010, que acabam de ser veiculados. Metade dos brasileiros são mágicos ou milagreiros. Como assim? Metade de nós vive com uma média salarial de R$334. Só sendo mágico ou tendo poderes sobrenaturais para conseguir uma façanha dessas.

Entretanto, não se pode confiar o futuro de uma nação à potencialidade - indigna - que as pessoas têm de se sobreviver com tanto pouco. O que é mais difícil ainda de entender é o fato de que enquanto mais de 50% dos nossos cidadãos vive com menos de um salário mínimo, 0,16% ganhe mais de R$15 mil por mês.

Nada contra quem ganha bem. O problema está nas estruturas responsáveis pela distribuição de renda da sociedade e nos números que não mentem e demonstram que, no Brasil, os brancos ganham cinco vezes mais do que os negros. Como resolver tal situação?

Dando mais dignidade a população - e não somente a parte dela; oferecendo boa formação a todos, pois já está mais do que provado que quem ganha mais tem mais chances de ter um bom emprego e uma remuneração digna; capacitando os jovens para as necessidades do mercado.

Resumindo: basta que os governos tenham vontade política sincera e compromisso com os deveres assumidos. Com as mesmas oportunidades, mais pessoas terão a chance - e com certeza a competência - de alcançarem o mesmo sucesso.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Frutos de um estado negligente


Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi preso em 
uma grande – e muito bem articulada – operação conjunta entre 
as polícias Militar, Civil e Federal. Os parabéns são justos e merecidos, 
especialmente aos, que com a honestidade que lhes cabe, não ousaram 
conseguir vantagens de tal situação.

Porém, os últimos fatos me fazem lembrar de coisas que 
não foram – e geralmente não são – noticiadas com tanto vigor e empenho. 
Ontem, ouvi um cabo da PM falando a TV, com muito orgulho por sinal, 
que “o meliante que tão mal fez à sociedade foi, enfim, capturado”.

Com o ‘enfim’ concordo plenamente. Afinal, há muitos anos a polícia 
sabe onde poderia tê-lo encontrado, assim como sabe onde anda 
boa parte dos criminosos, das drogas e das armas que circulam em nossas ruas. 
E se nada havia sido feito até então, a única justificativa é a falta de vontade.

Já sobre o tom da frase, eu e o cabo discordamos completamente. 
Quem ouve tais palavras, na forma como foram ditas, - e caso more, é claro, 
em Marte ou em Vênus – pode até pensar que os ‘meliantes’ simplesmente 
foram plantados no Rio de Janeiro.

Podem até esquecer que foi o próprio Estado, com o silêncio da sociedade, 
que contribuiu, e muito, para germinar tal situação, com a total ausência 
de Políticas Públicas e de investimentos para o exercício dos 
direitos básicos dos cidadãos.

E que, nessas terras sem leis e sem donos, os grupos foram 
se organizando e criando suas próprias regras, sua própria justiça e 
seus próprios meios de sobrevivência. Dá até para esquecer que onde 
o Estado não reina, o estado paralelo impera.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O que fazer?

Nem tudo o que reluz é ouro
Nem tudo o que dá prazer é bom
Muitas vezes teu algoz se diz redentor
Quem te abraça quer te roubar
E a boca que te beija vai te difamar



Nem todos conseguem enxergar isso
O que fazer ao ver alguém se atirando do precipício?
Pular junto? ... Seriam duas vidas perdidas
Deixar que se vá sem nada fazer? ... Impossível
Gritos e súplicas não ouve



Que a luz do amanhecer chegue mais rápido que a escuridão
mostrando que o dia é mais belo que a noite.
Enquanto isso, o que fazer?
Continuar a lutar

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sete bilhões de pessoas e muitas contradições

E o mundo chegou a marca de 7.000.000.000 de pessoas. Enquanto muitos comemoram a perpetuação da raça, outros criticam a multiplicação dos homens. Realmente, o índice é repleto de contradições.

Como explicar o veloz crescimento da humanidade nos últimos séculos com o fato de que, em muitas sociedades, se tem cada vez menos filhos? As baixas taxas de natalidade são características do mundo moderno, porém não acompanham a acentuada curva demográfica. Por que?

A justificativa é simples – e ao mesmo tempo extremamente complexa: o mundo moderno e (pseudo) desenvolvido, apesar de parecer ser o único a existir, divide o universo com inúmeros e populosos povos aonde o termo ‘planejamento familiar’ nunca chegou.

E onde falta informação – e formação – falta muita coisa a mais. Isso me faz lembrar de outra grande, e ao meu ver a mais importante, contradição que os sete bilhões de habitantes trazem nas costas.

Enquanto um bilhão e meio de pessoas são obesas, quase um bilhão de outras pessoas – tão seres humanos como aquelas – passam fome. Como pode, fazermos quatro refeições por dia enquanto incontáveis morrem e adoecem sem nada comer? Às vezes me sinto culpada. Você não?

“Mas nós nos sensibilizamos com eles!”, dirão. ... E desde quando, sensibilização enche prato? O que mata a fome é ação, partilha, comunhão, justiça, igualdade de direitos e de oportunidades.

Se desde 1987, a população já consome mais recursos do que o planeta é capaz de renovar em um ano e a cada ano, o débito dessa conta só aumenta, qual seria a solução?

Se construir ou viver em outro planeta não está entre as soluções possíveis, pelo menos por enquanto, é preciso, com urgência, racionar e redistribuir, de maneira responsável, as riquezas e recursos da Terra.

Há quem diga que o sete é um número da sorte e da perfeição, mas há quem também afirme ser um número tenebroso. Vamos ver daqui a um tempo no que ele vai se transformar.